A passageira

por Maisa Antunes

Lembro-me do dia em que ela apareceu, anunciando primaveras. Era um botãozinho pequenino. Tornou-se uma florzinha branca, tão tímida e tão linda… Acompanhei suas fases: criança, adolescente, jovem, jovem senhora, senhora idosa… Depois assisti a sua partida… Foram aproximadamente dois meses. Ela encheu meu coração de alegria e esperança e só me pedia água. Eu desenvolvi alguns hábitos com ela, porque na sequência vieram presenças de outras roseiras e plantinhas que desabrocharam nos vasos esquecidos de outras estações. Passei a preocupar-me em regá-las e protegê-las do vento e do frio. Ela ensinou-me, dentro do seu tempo, o meu tempo. Ensinou-me que a vida é efêmera, e é perfeita quando a vivemos com coragem. Algumas pessoas que encontrei no meu caminho já me tinham falado do efêmero, mas ela encarnou essa verdade diante de mim.

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