A Verdade

Por Daniel Knob

Noventa e cinco por cento. Esse é o nível de certeza de envolvimento das atividades humanas nas mudanças climáticas, apresentado pelo Painel Intergovernamental de Mudança Climática ligado à ONU. Esse Painel reúne especialistas do mundo todo na realização de estudos cada vez mais precisos com o intuito de definir diretrizes sobre políticas globais de combate às mudanças climáticas.

Noventa e cinco por cento de nível de certeza. Os cientistas pedem para que você escolha um número de um a cem e lhe dão noventa e cinco chances para acertar. Essa aposta é o nível de certeza. Ou seja, existem noventa e cinco chances em cem de que eles estejam certos. Este é o consenso de um enorme grupo de cientistas de todo mundo, de que há influência das atividades humanas nas mudanças climáticas. Esse nível de certeza é absurdamente alto.  Nenhum investidor aposta tudo o que tem em uma ação com noventa e cinco chances em cem de dar errado. Apesar de o fazerem com o clima.

Mudanças climáticas são entendidas como o aumento da intensidade dos eventos climáticos extremos: furacões, tempestades, inundações, escassez de água, ondas de frio e calor intensos. Na média global, as temperaturas aumentam. A escassez de água talvez seja a mais impactante, podendo transformar e até desertificar ecossistemas, sendo necessário remover populações inteiras. O aumento das temperaturas associado ainda a períodos de seca causam danos enormes às produções de alimentos pelo mundo. Os mais pobres são os primeiros a sofrerem os impactos.

Os estudos sobre mudanças climáticas não são uma previsão para o futuro apenas, já são uma explicação para o que está ocorrendo no presente.

As previsões vão de problemáticas a catastróficas, dependendo das condições e dos estudiosos. Há os que duvidam da influencia do homem nas mudanças climáticas, alegando que estas são causadas por ciclos naturais da Terra.

Vamos então esquecer as mudanças climáticas e pensar em poluição do ar causada pelos setores antropogênicos de transporte e energia e como estes afetam a saúde humana.

O nível de poluição nas grandes cidades está alarmante, segundo a OMS, principalmente em grandes cidades e em países emergentes. Apenas na cidade de São Paulo, noventa e nove mil e oitenta e oito mortes foram relacionadas à má qualidade do ar entre 2006 e 2011. Índia e China vivem situações ainda piores. Um estudo estimou mais de dois milhões de mortes prematuras no mundo, todos os anos, causadas pelo aumento de particulados na atmosfera emitidos pelo homem.

Assim, os estudiosos do mundo todo chegaram à conclusão de que é urgente cessar o uso de combustíveis fósseis, principalmente petróleo e carvão, os grandes causadores da poluição atmosférica.

Soluções técnicas existem, foram criadas, mesmo ainda que seja desejado manter o modo de vida atual. O que é a evolução nas discussões – tecnologia e modo de vida. Contudo, ainda que a capacidade de influência dos cientistas e ambientalistas seja infinitamente menor que o das grandes corporações, a verdade sempre vence, mesmo que tardia.

 

Links para consultas:

http://www.ipcc.ch/report/ar5

http://www.saudeesustentabilidade.org.br/index.php/publicacoes/

http://iopscience.iop.org/1748-9326/8/3/034005/

http://www.who.int/phe/health_topics/outdoorair/databases/cities/en/

http://www.iea.org/publications/freepublications/publication/KeyWorld2013.pdf

http://www.journals.elsevier.com/renewable-energy/

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