Carta ao poeta sociólogo

por Maisa Antunes

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Foto de Maisa Antunes

Este mês pus-me no caminho de desaprender.

Entre linhas e entrelinhas de artigos e livros científicos, os meus olhos descansaram nos poemas, poesias, contos, crônicas, diários, cartas e filmes…

Teria a desaprendizagem outro tempo? Por isso os mestres do Zen riam de felicidade quando ela acontecia?

Sêneca em “Do Ler e do Escrever” carta dirigida a Lucílio diz que os alimentos assim que o comemos ficam em suspensão em nosso estômago e nesse estado tornam-se peso, entretanto com a transformação tornam-se sangue. Assim também acontece com o alimento do espírito, a leitura é o alimento do espírito, acho que estou empanturrada… logo tudo passará a ser outro porque passará a fazer parte de mim, e como sangue percorrerá o meu corpo …

Certo dia ouvi: “pensem fora da caixa”

Acho que eu saí da caixa e deixei o pensamento lá

Deixei o pensamento racional da ciência moderna, claro, porque a racionalidade estético-expressiva quer que eu pense com o corpo, quer que eu pense com os ouvidos, quer que eu “dispense”…

Saí da caixa também porque alguém levou um gato que cagou em tudo…

E hoje, as perguntas que atravessam a profundidade de minhas margens encontram-se, por dentro, com as perguntas mais profundas do orador ninguém, porque estas estão na superfície

É quase final do mês, preciso enviar uma mensagem para a Cidade do Anjo. Acho que a desrazão dos loucos me chamam atenção.

 

 

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