02/09/08

por Rodrigo Castro Francini

Minha alma é aquela capelinha

Em meio a tanta terra tombada

Solitária e cheia de esperanças

Do verde dormitando ao meu redor

E vôo livre, do silêncio religioso e solitário

Do meu íntimo sonho e descanso

Às glebas verdejantes do futuro

Em que tudo a todos é facultado

E me vejo, capelinha enfeitada

Já madura de abraços e contratos

Radiando um sol dentro, pelas fendas

E janelas e portinha e fresta da soleira

Pra tocar com esses raios outros raios

Que vêm das plantas, vêm das aves, vêm dos céus

E vêm dos mares tão distantes, mas não mais…

E tudo e todos vira um na brincadeira

De ser tão justo e amoroso o porvir.

Da capelinha, ouço um hino que me chama

Volto à estrada, mas o canto me cativa

Andei tamanho, fui-me embora. Ao lar voltei

Mas este cântico não sai de meu ouvido

Parece conversar com outro cântico lá dentro

E acompanhá-lo na batuta cordial

Mas a melodia ainda não defino

Nem de um, nem de outro…

Sei que fala da capela e do meu choro

E do sorriso e do trabalho de um povo

E desta fome regional, e das escolas…

Lembra-me o apóstolo, que, espontâneo e ousado,

Em paráfrase, acredito repetir:

Deus é – só pode ser – Educação!

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s